quinta-feira, 8 de julho de 2010



PRESENTES E TRAGÉDIAS DA VIDA:
Entendendo tudo isso
Parte II

No primeiro artigo desta série, eu ofereci um olhar profundo sobre a natureza da realidade definitiva e o propósito de Deus e da Vida. O artigo era cheio de esoterismo, incluindo uma exploração detalhada da jornada da Alma. Mas como fazer aquilo trabalhar para nós de um jeito prático durante Esta Vida Aqui e Agora? Essa é a questão. E é isso que eu prometi que veríamos posteriormente.

Se nós acolhemos, aceitamos e adotamos as ideias expressas na Parte I desta série, saímos com uma noção totalmente nova de Deus --- de Quem e O Que Deus É --- e sobre a vida em si. Mas, viver dentro desta grandiosa noção não é fácil. Tudo que aprendemos até hoje de nossas religiões atuais, de nossas culturas, de nossas escolas e famílias se opõe a isso. Além disso tudo o que experimentamos em nossas vidas diárias faz o mesmo.

Como então aplicar o conhecimento e percepção da série Conversando com Deus em nossas vidas diárias? Como então entender os presentes e tragédias da Vida?

Bem, nós precisamos dizer a nós mesmos uma completa nova história sobre Quem e O Que Nós Somos. Isso é o começo. Precisamos contar a nós mesmos uma narrativa completamente nova sobre nossa própria identidade e por que estamos aqui.

O último livro na cosmologia de Conversando com Deus, When Everything Changes, Change Everything (NT - Quando Tudo Muda, Mude Tudo, ainda não lançado em português) nos diz que há Quatro Perguntas Fundamentais na Vida cujas respostas formam a base da nossa compreensão e experimentação da Vida em Si. Essas perguntas são:

1. Quem sou eu?
2. Onde estou?
3. Por que estou onde estou?
4. O que escolho fazer sobre isso?

WECCE (o acrônimo para o título do livro acima!) também diz que "não há respostas 'corretas' para essas perguntas." Ou seja, uma resposta não é mais "precisa" do que outra. Isto é verdade porque nós inventamos tudo isso. Ou seja, nós produzimos nossa própria experiência com base no que decidimos. Não apenas sobre isso, mas sobre tudo.

WECCE cuidadosamente explica como a Mente faz isso quando nós o fazemos com a Mente Sozinha e como a Mente faz isso quando nós o fazemos com a Mente trabalhando em harmonia com a Alma.

A maioria das pessoas não produz sua realidade através de uma colaboração da Mente com a Alma. Muitas pessoas usam a Mente Sozinha, como um instrumento único (mesmo que nunca tenha sido intencionado que ele fosse usado dessa forma). Como resultado, os dados que muitas pessoas acessam para responder as quatro perguntas acima são muito limitados.

Por outro lado, para aquelas pessoas que usam a Mente E a Alma de forma colaborativa, como o WECCE diz que todos nós deveríamos fazer, os dados que muitas pessoas acessam para responder as quatro perguntas acima são ilimitados. Isto faz um mundo de diferença --- e uma diferença em nosso mundo.

Nós precisamos então considerar as Quatro Perguntas Fundamentais na Vida sob o ponto de vista da Mente E da Alma, não apenas da Mente. Como fazer isso --- como "acessar a Alma" --- é explorado no livro em questão.

Quando considerada essa perspectiva expandida (isto é a perspectiva da Mente e da Alma observando a Vida juntas), eu respondo essas quatro perguntas assim:

1. Quem sou eu?
Eu sou uma Individuação da Divindade. Eu sou uma Singularização da Singularidade. Eu sou Deus manifestado numa forma física nesta vida presente como um ser humano chamado Neale.

2. Onde estou?
Eu estou no Reino Físico (o contrário do Reino Espiritual).

3. Por que estou onde estou?
Eu estou neste Reino para expressar e experimentar o que eu sei que o meu Ser é quando eu estou no Reino Espiritual. O Reino Espiritual é também conhecido como o Reino da Sabedoria. O Reino Físico é também conhecido como o Reino da Experiência. Eu entrei neste Reino --- este lugar dentro do Reino de Deus --- para conhecer o meu Ser em minha própria experiência. Eu sou Deus "sendo." Eu estou Sendo o ato de Ser. E o que exatamente eu estou sendo? Eu estou sendo tudo o que Deus é. Isto pode levar (e realmente leva) mais do que uma vida.

4. O que escolho fazer sobre isso?
Sabendo onde estou e por que, eu agora escolho usar esta vida em particular para experimentar, tanto quanto puder, o meu Ser, para expressar, tanto quanto puder, a essência de Quem Eu Sou. Para fazer isto, eu preciso primeiro saber Quem Eu Sou. Então, a primeira parte da minha jornada aqui na terra tem sido devotada ao processo de relembrar minha Verdadeira Identidade e a segunda parte tem sido devotada ao processo de expressar essa Identidade.

É assim que tem sido para muitas pessoas que caminham na terra. Enquanto há muito poucos que sabem com certeza Quem Eles Realmente São quando são, em termos terrenos, muito jovens (Foi dito que Jesus é um desses, impressionando os Fariseus quando aos 12 anos ensinou no Templo), a maioria de nós usa a maior parte de nossos anos na simples busca de Quem Nós Somos --- e então depois que relembramos Quem Nós Somos... na aceitação disso. Assim, sobra muito pouco tempo para a expressão disso. Se temos algum tempo
sobrando, este é o tempo mais sagrado de nossas vidas.

Aceitar nossa Verdadeira Identidade não é fácil porque, como eu disse antes, ela vai contra tudo que nos ensinaram e tudo que experimentamos. A segunda coisa é verdadeira porque tudo que experimentamos tem base em tudo que nos ensinaram.

Nossa tarefa, então, é "cancelar" os ensinamentos. Nós precisamos dizer aos nossos pais e mães e para todos aqueles que nos ensinaram sobre esta vida "Vocês estão errados. Vocês se enganaram. Não é como vocês pensam que é. Vocês não são quem pensam que são. Eu não sou quem vocês disseram que eu sou."

Só então podemos começar a dar algum sentido à vida. Só então podemos entender os presentes e tragédias da Vida. Só então podemos Compreender que, na verdade, não existem "tragédias", que a ideia da "tragédia" em si é uma noção errada, porque nós não vivemos num Universo descontrolado, um ambiente fora de controle. Na realidade, o oposto é verdadeiro. Nós vivemos num lugar (o Reino Físico) onde tudo faz perfeito sentido e é perfeitamente manifestado para produzir a oportunidade perfeita para a Divindade expressar e experimentar a Si Mesma como a Perfeição Em Si.

Quando compreendemos isso, caminhamos na terra como um Mestre. Percebemos as coisas como O Buda percebeu. Acolhemos a "tragédia" como Cristo fez (como uma oportunidade --- sim, a perfeita oportunidade --- para a "salvação" do Eu e, através do exemplo, de toda a raça humana). Nós enxergamos profundamente a vida, como o Profeta fez.

Agora é importante que eu defina o que quero dizer com a palavra "salvação" como usei acima. Eu não estou falando sobre salvação como em "salvar a alma da condenação eterna." Não existe algo como condenação eterna. Eu estou falando sobre a salvação de não conhecer e não experimentar Quem Você Realmente É e assim viver uma vida que não tem nada a ver com aquela e que deve necessariamente conter e incluir bastante sofrimento.

O sofrimento nunca é o resultado da dor. O sofrimento é o resultado de uma incompreensão do que está acontecendo. Muitas mães ao dar à luz, por exemplo, não "sofrem" a dor do nascimento da criança, mas realmente ficam exultantes até no momento em que experimentam a situação, pois entendem Quem Elas São e O Que Elas Estão Fazendo Ali.

Assim foi também com Jesus que compreendeu que metaforicamente estava "dando à luz" uma nova humanidade. Assim foi com O Buda que nos ensinou sobre o fim do sofrimento. A Vida, ele disse, é sofrimento... simplesmente porque nós não compreendemos a Vida. A Vida é sofrimento não porque é o que a Vida é intrinsicamente... mas porque nós não entendemos o que a Vida é intrinsicamente. Quando entendemos, o sofrimento se dissolve e deixa de existir.

Agora, esta série completa começou com uma pergunta: Por que algumas pessoas sofrem e morrem e outras não? A resposta para a primeira parte desse pergunta em termos metafísicos é que algumas pessoas "sofrem" porque elas não compreendem por que as coisas estão acontecendo do jeito que estão. A resposta para a segunda parte dessa pergunta é que nenhuma pessoa "morre". Não é possível morrer dado Quem e O Que Você É.

Quando você compreende isso, você diz, juntamente com mestres que disseram isso antes: "Morte, onde está o seu ferrão?" Você não teme a morte nem teme a vida. Você não sente a morte dos outros como uma "tragédia", mas realmente vê a morte como uma mudança de direção no caminho de toda jornada individual da Alma, mudança que é perfeitamente planejada para levar aquela Alma exatamente para onde ela deseja ir em seguida, enquanto seu processo evolucionário continua.

Este é um outro jeito de dizer que nada pode acontecer a uma Alma individual que não está perfeitamente colocado na vida e experiência daquela Alma e assim consentido pela Própria Alma.

E ESTE é um outro jeito de repetir a extraordinária sabedoria da série Conversando com Deus quando diz: "Não existem vítimas nem vilões."

De repente, a Vida começa a fazer sentido. Nós começamos a compreender que há um Processo Maior em funcionamento que perdemos de vista. Existe algo maior. A Alma do indivíduo, assim como a Alma Coletiva da humanidade, está continuamente renascendo a cada momento. Ela está se transformando. Ela está evoluindo. E... como aquela chama da vela que mencionei na Parte I... ela está mudando de forma ao mesmo tempo em que expressa o que é "agora."

Uma chama nunca é a mesma de um nano-segundo ao seguinte. A natureza da chama é que ela "destrói" a si mesma, ela queima a si mesma, ao mesmo tempo que está "sendo" O Que Ela É. Pode ser dito que uma chama sofre porque está se extinguindo ao mesmo tempo que ilumina? Cada iluminação da vela é o resultado do seu próprio "queimamento." É o queimamento menos perfeito que a iluminação?

Você agora entende "Os Presentes e Tragédias da Vida" e pode finalmente ver algum sentido nisso tudo.

Na nossa parte final: Iluminar e Queimar ao Mesmo Tempo: um Olhar para uma Vida Bem Vivida.


Amor, Seu Amigo...

Neale

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De: Neale Donald Walsch

Tradução: Sandra Barroca

terça-feira, 13 de abril de 2010



PRESENTES E TRAGÉDIAS DA VIDA:
Entendendo tudo isso
Parte I


Recentemente eu passei para vocês a observação de que há pessoas que acreditam que algumas outras pessoas "merecem" ter dor e sofrimento em suas vidas. Há alguns anos, houve até aqueles que disseram que a AIDS era uma "Punição de Deus" para vidas que não caminhavam de acordo com a Vontade de Deus. Outros argumentaram do mesmo jeito sobre formas diferentes de dor e sofrimento. É a Vontade de Deus. É a Punição de Deus.

É assim que funciona? Pessoas fazem coisas "ruins" e Deus as pune? Ele dá a elas dor e sofrimento aqui na terra e as manda para o inferno depois que elas morrem?

O que dizer sobre a dor e sofrimento de pessoas maravilhosas, como minha avó, que sofreu um derrame e viveu os últimos anos de sua vida com muito sofrimento e debilidade? Qual era o propósito de Deus ali?

O terremoto no Chile, quatro semanas atrás, foi o que trouxe tudo isso para mim novamente --- e o tsunami no Havaí que "nunca aconteceu", embora por um momento todos nós pensamos (minha esposa e eu estávamos em Big Island na época) que estávamos com grandes problemas...

Por que algumas pessoas estavam no caminho do perigo e outras não? Como o Destino decide essas coisas? Há algum sentido ou razão? Há algum ponto ou propósito?

Não. Não há, e precisamos ter clareza de que não há. Não no sentido que muitas pessoas dão quando pensam que há algum "propósito" para isso tudo.

Pois para haver algum "propósito", teria que haver uma pessoa, um ser, que DÁ um "propósito" a tudo. Não existe essa pessoa ou ser. Algumas pessoas descordam de mim nisso. Elas dizem que a Pessoa ou Ser é Deus. Eu digo que Deus não é uma "pessoa" ou "ser", com coisas que agradam e desagradam, frustrações e ressentimentos, uma necessidade de julgar e punir, e uma programação para a humanidade e para cada pessoa na terra.

Eu estou sugerindo a você que "Deus" é uma Essência inexprimível - o que os Upanishades chamam Brahman - que permeia o Universo; que É o Universo, e todas as coisas, visíveis e invisíveis. Eu estou sugerindo que Brahman é Pura Inteligência, e que Brahman é um Processo. Eu estou sugerindo que é o Processo chamado Vida.

A Vida não tem uma preferência sobre como a Vida Se expressa. A vida sempre foi, é agora, e sempre será --- então a Vida não está preocupada com aquilo que chamamos de "morte", e não demonstra interesse nisso. Se você morre, você morre. Se você vive, você vive. Em ambos os casos você continua a Ser.

Você não pode NÃO Ser, então a Vida (Deus) não tem interesse, preocupação ou agitação sobre se você vai Ser ou não. A Vida também não tem uma preferência de como o seu Ser se expressa. Só você tem. Porque você pensa que você É, e a verdade é, você Não É.

Ou seja, você pensa que você é "você", e a verdade é que você não é quem você pensa que é, você não é "você", mas, mais exatamente, aquilo que engloba você. O "você" que você pensa ser é simplesmente um conglomerado daquilo que engloba você, tornado denso em uma forma particular. Colocando nos termos da série Conversando com Deus: Você é uma Individuação da Divindade, uma Singularização da Singularidade. Você é um Processo, não uma Pessoa. E esse Processo continuará para sempre. Ele é chamado Vida. Neste caso, a Vida se manifestando na forma que você chama "você".

Mesmo essa forma não é uma forma de mais do que um milionésimo de um nano-segundo. Por isso eu disse que "você é um Processo, não uma Pessoa." O "você" que Você É está constantemente mudando de forma. Como uma chama queimando no topo de uma vela. A chama é a mesma na Hora 2 que era na Hora 1? É a mesma chama de momento em momento? Não. Ela não pode ser. Pois a chama queima a si mesma ao mesmo tempo que está sendo o que é. Ela está, então, dando fim a sua Forma Presente a cada Momento Presente.

Uma chama é a manifestação externa do consumo do combustível. Quando o combustível termina, a chama desaparece. No caso de Quem Você É, o combustível nunca termina, então a chama que Você é nunca desaparece. Mas também nunca permanece a mesma. Neste sentido, "você" não é. Você só é o que é Exatamente Agora. E então, Exatamente Agora. E então, Exatamente Agora. Você não pode permanecer igual nem mesmo por um milionésimo de um nano-segundo. Então, que É você, afinal...?

Há uma continuidade para "você", embora "você" esteja diferente e mudando a cada momento. O que é essa Continuidade? É Atman (NT - palavra em Sânscrito que significa alma ou sopro vital)? Se for, Atman tem uma função a executar para determinar se você morre em um terremoto ou um daqueles poupados do "tsunami que nunca houve"? O que determina quem vive e quem morre?

Eu darei a você uma resposta estonteante para essa pergunta. Não existe tal coisa como 'viver' e 'morrer.' Alguém pode muito bem perguntar, "O que determina quem 'é' e quem 'não é'?" Mas nada não É, então não há nada nem ninguém 'determinando' quem é e quem não é.

Certo, você pode dizer. Mas certamente existe algo como mudar de forma. Todos nós podemos viver para sempre, podemos Sempre Ser, mas quem ou o que determina a Forma que tomamos de momento a momento? Aqueles que morreram nos terremotos do Haiti e Chile continuam a existir, mas mudaram de Forma. Aqueles que viveram por causa do "tsunami que nunca houve" no Havaí continuam a existir na mesma Forma. Quem ou o que decide que Forma a Existência toma de momento a momento?

Eu darei a você uma resposta estonteante para essa pergunta. Não existe tal coisa como 'tempo', então o Ser que Você É toma Todas As Formas Ao Mesmo Tempo. É simplesmente uma questão de para qual Forma você está dando atenção, que Forma você está escolhendo experimentar, naquela parte do Sempre que você chama de Agora.

A Fórmula de Brahman, que chamou a si as pessoas no Haiti e Chile que "morreram" nos terremotos, focou sua atenção na fisicalidade e não-fisicalidade (ou seja, "viver" e "morrer"), do jeito que fez durante esses terremotos, para que Brahman em Si pudesse Conhecer a Si Mesmo em Sua Própria Experiência COMO AQUILO.

Isso tudo é parte de um processo sagrado que Conversando com Deus chama de "Deus sendo", ou, com sua licença, Brahman Sendo. Sendo o quê? Sendo tudo. Tudo ao mesmo tempo. Sendo vida. Sendo morte. Sendo bom. Sendo ruim. Sendo ligeiro, sendo lento; sendo em cima, sendo em baixo; sendo grande, sendo pequeno; sendo homem, sendo mulher; sendo tudo de Si. Sendo, literalmente, Tudo De Si Ao Mesmo Tempo.

Ufa. Ceeeeeerto...

Então o que dizer sobre como nós, aqui e agora, experimentamos a vida? Você me diz.

Não, eu penso isso literalmente. Você me diz. Pelos seus pensamentos, suas palavras e suas ações, você me diz, todos os dias de sua vida, o que dizer. Você também diz para si mesmo. Você literalmente diz para sua própria mente o que pensar sobre tudo isso. Você está fazendo isso exatamente agora. Observe-se. Você está lendo isto e está dizendo a sua própria Mente o que pensar sobre o que está lendo. Ou, está dizendo a si mesmo, "Eu simplesmente não sei o que pensar."

Tradução: Nada tem qualquer significado além do significado que você dá.

Agora, deixe-me dizer aqui que eu acolho a tradição e ensinamento dos Upanishades sobre Atman --- a Alma; uma parte de nós que vive para sempre, mantendo sua Essência e abandonando sua Expressão Individual dessa Essência durante o Samadhi (União com o Todo), depois abandonando outra vez, repetidamente, através de toda a Eternidade num Ritmo Divino que perpetua a Perpetuação Em Si.

Eu acolho a noção de que o propósito de tudo isso é permitir que Deus conheça a Si Mesmo em sua própria experiência, como eu disse antes. Isto é feito através do processo das Almas Individuais evoluindo e experimentando mais e mais do que elas Sempre São. Eu acredito que as Almas escolhem e criam as circunstâncias Certas e Perfeitas que permitem que elas façam isso.

Para tornar isso tudo mais simples, algumas Almas "morrem" e algumas "vivem" porque é perfeito para elas fazerem isso naquela porção de Todo o Tempo que elas chamam Aqui Mesmo, Agora Mesmo. Quando elas "morrem", percebem que não "morreram", mas continuam a viver para sempre. Então elas decidem (depois de emergir de novo do momento do Samadhi) que aspecto de Quem Elas São desejam experimentar a seguir --- tanto como seu "antigo ser" (a pessoa que elas eram antes de "morrer") ou como um novo e diferente ser (o conceito conhecido como reencarnação como outro ser individual).

Explicando melhor, eu entendo que as almas têm a habilidade de retornar à Sempre Eterna Linha do Tempo em qualquer ponto, em qualquer Forma que desejem --- inclusive a Forma que elas acabaram de deixar para trás. Colocando de maneira simples, você pode viver como o "você" que imagina Ser repetidamente, experimentando a Vida em centenas de milhares de momentos diferentes em centenas de milhares de maneiras diferentes, até que tenha experimentado e expressado o Ser nessa Forma particular no nível de absoluta Divindade. E mesmo nesse momento você pode continuar voltando para experimentar isso enquanto desejar.

Ou... você pode voltar em outra Forma (isto é, como outra pessoa) e experimentar a Vida nessa Forma o número de vezes que desejar. No final, você compreende que você é a Vida em Todas As Formas Todo O Tempo. Você é Sempre Tudo, e você é Tudo De Todas as Formas.

Em outras palavras, você é Deus sendo.

Certo, isso é bastante esoterismo para uma semana. Mas como fazer com que qualquer dessas coisas funcionem para nós de uma maneira prática durante Esta Vida, Aqui e Agora? Esta é a questão. E isso é o que veremos na Parte II desta série.


Amor, Seu Amigo...



De: Neale Donald Walsch
Tradução: Sandra Barroca

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O QUE DEUS QUER QUE VOCÊ SAIBA








... que ninguém é magoado a não ser por si mesmo.

Diógenes disse isso, e ele estava certo. Qualquer experiência de uma pessoa é criada internamente, por ele ou ela. Ninguém fora de você pode lhe dizer o que alguma coisa representa, ou se você está "magoado" ou não.

Se você se sente magoado por algo ou alguém, é o resultado da sua decisão de se sentir desse jeito. Isto pode ser difícil de ouvir, mas é verdade. Você pode mudar de ideia a qualquer momento sobre como alguma coisa afeta você.



Amor, Seu Amigo...


De: Neale Donald Walsch
Tradução: Sandra Barroca